sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Etnomatemática

"O pensamento abstrato, próprio de cada indivíduo, é uma elaboração de representações da realidade e é compartilhado graças à comunicação, dando origem ao que chamamos cultura. Os instrumentos [materiais e intelectuais] essenciais para essa elaboração incluem, dentre outros, sistemas de quantificação, comparação, classificação, ordenação e linguagem. O Programa Etnomatemática tem como objetivo entender o ciclo do conhecimento em distintos ambientes."

Leia na íntegra:

D’AMBROSIO, Ubiratan. O programa Etnomatemática. Disponível em <http://vello.sites.uol.com.br/filosofia.htm> Acesso em 03 set.2008.

6 comentários:

Metodologia e Ensino da Matemática disse...

Eu, até então nunca tinha ouvido falar nesse termo "Etnomatemática", até pegar essa disciplina de Metodologia.
A proposta do D'AMBRÓSIO, é deveras interessante,pois o seu programa visa entender o ciclo da geração, organização intelectual, organização social e difusão dos conhecimentos produzidos em distintos ambientes! isso é bastante inovador!
Espero q esse programa tenha bons resultados, em sua efetivação.
pois pensar numa visão "afro-cêntrica" em detrimento da eurocêntrica [que sempre foi o parâmetro a ser seguido]na concepcção de conhecimentos, ou seja no seu saber-fazer é uma mudança total de padrões.

O que não deixa de ser um ato, justo, pq não somente uma região, produz conhecimento..essa visão mono, tem q ser questinada mesmo e uma multi deve ser colocada em seu lugar!

ps: pretendo conhecer masi sobre a etnomátematica =D


Gláucia Silva

Metodologia e Ensino da Matemática disse...

Pensar a matemática como uma ciência dotada de história e filosofia é algo que estimula seu estudo.
A prática educativa desta disciplina na maioria das escolas, visa apenas a transmissão de fórmulas e técnicas que viabilizam o cálculo e o raciocínio lógico para a resolução de problemas. Essa abordagem de reconhecimento das origens da ciência matemática dá sentido à sua formulação e facilita a compreensão dos conceitos.
Nessa perspectiva, a etnomatemática nos faz refletir sobre a influência do contexto histórico, político, social e geográfico na evolução das ciências, mais especificamente da matemática. Essa reflexão sinaliza a pouca contribuição dos países subdesenvolvidos ou com populações marginalizadas como citado no texto, no que se refere ao avanço científico ou tecnológico, o que não poderia ser diferente, já que esses países disponibilizam menor investimentos para a educação dos cidadãos e desenvolvimento da tecnologia, perpetuando um movimento cíclico, econômico e social.
Entendo o Programa Etnomatemática, portanto, como a busca pela compreensão do avanço do conhecimento oriundo das práticas culturais que são diretamente influenciadas pelo meio e consequentemente pela matemática, já que esta, deixa de ser reconhecida somente como a decodificação e manipulação de códigos e numerais.

Simone C. Cerqueira

Olenêva disse...

Gláucia,
Há muita coerência no texto, principamnete quando nós sabemos que, no dia-a-adia, as pessoas fazem as suas matemáticas aos seus modos, de acordo com as suas necessidades.
Vou indicar mais textos sobre o assunto.

Olenêva disse...

Simone,
Essa é uma boa relexão. Pode até nos pegar de surpresa, mas dá o que pensar.
Fica mais fácil perceber que o ensino da Matemática, quando deixa de lado a Filosoia e a História da Matemática, corre o risco de continuar transmitindo aos estudantes somente modelos finais, a-históricos, abstratos.
Os resultados de aprendizagem não andam bons e cabe a nós uma avaliação do que estamos errando, quais as perspectivas etc.

Metodologia e Ensino da Matemática disse...

Olenêva,

Concordo com você e acho que para os interessados no assunto seria um bom campo de pesquisa analisar os resultados obtivos pelo ensino da matemática tal como ele é feito nas escolas públicas da cidade (acredito que a predominância seja ainda da forma tradicional do ensino, realizando apenas atividades propostas pelo livro didático), com relação aos resultados obtidos após uma intervenção de pesquisa-ação com o uso da Filosofia e História da Matemática no cotidiano dos alunos. É claro, que aliado a isso, pode-se incluir também o uso de jogos através de dinâmicas ou gincanas escolares propostas.
Com certeza, teríamos um resultado satisfatório no que diz respeito à qualidade do ensino e satisfação pela aprendizagem por parte dos alunos.

É uma idéia!

Simone C. Cerqueira.

Metodologia e Ensino da Matemática disse...

Achei muito interessante a proposta do equilibrio triangular mencionada por D´Ambrósio no referido texto.Essa abordagem aponta para a valorização do conhecimento produzido pela s três culturas que formaram cultura brasileira: As culturas europeias, africanas e índigenas. Ele aponta para novas possibilidades epistemiologisa e historicas que propiciaram novas alternativas de enfretamento das questões que são colocadas pela globalização. O professor de matemática deve compreender essa possibilidade e repensar a sua forma de conceber o saber matemático.